A Shailene teve que cortar o seu cabelo para o filme "A Culpa é das Estrelas" (a adaptação ao cinema do livro com o mesmo nome), e decidiu doà-lo a uma associação que faz perucas para crianças com doenças que causam a perda de cabelo. O que ela fez foi muito bonito, e sem gastar dinheiro nenhum está a ajudar os outros.
Aqui está o que ela disse sobre este assunto no seu tumblr:
o meu cabelo!
durante os últimos cinco anos eu tenho estado numa missão de eu-quero-deixar-crescer-o-meu-cabelo-o-m
ais-comprido-possível. Antes de o cortar para um trabalho no Setembro passado, chegava quase ao meu rabo. Wow estava mesmo comprido. Mais ou menos a meio da minha missão de crescer cabelo, eu comecei a pensar profundamente no porquê de eu estar tão veemente interessada em criar cabelos esvoaçantes pelas minhas costas. Seria por causa da minha obsessão com a Pocahontas em criança? Mais ou menos. Seria devido à minha admiração pela cultura nativo-americana? Talvez. Terá sido devido ao meu desejo de evitar o cheiro a químicos dos salões de cabeleireiro? Oh sim. Depois de muito pensar sobre este assunto, finalmente cheguei à conclusão de que, para mim, cabelo era um símbolo de força. Era um símbolo do meu compromisso para com o meu poder de ligação com os meus antepassados. De reconhecer a minha beleza natural, de que existe sem tintas artificiais, ou laca, ou tesouras. Um símbolo da minha soberania. Do meu humilde desejo de me sentir confortável na minha própria pele. Não na imagem que as revistas e reality shows desesperadamente tentam mandar às nossas caras, mas na imagem de beleza autêntica. Estranhas linhas de cabelo incluídas! (mais alguém tem uma linha de cabelo excêntrica? Porque a minha decidiu ser super original e por todo o lado) ...permitindo a minha genética controlar e produzir longo, voluptuoso cabelo foi a minha forma de prestar homenagem à minha alma gémea. Eu sentia-me poderosa, em controlo, forte. Sentia-me ligada à minha feminilidade, ligada aos meus antecessores... e durante muito tempo estive, estive determinada a nunca o cortar. Até agora. Sábado, o meu cabelo vai estar o mais curto de sempre. E eu sinto-me tão aliviada, tão pronta, tão dedicada. Acerca de 6 meses atrás, o meu fantástico irmão mais novo (prepara-te, mundo, ele está em grande!) tocou-me uma música por Regina Spektor. Chama-se "Ghost of Corporate Future" (ouçam-na...é brilhante), e nela reside um bocadinho muito especial de sabedoria (que por acaso é completamente relevante para o tema de hoje): "talvez tu devesses apenas cortar o teu próprio cabelo, porque isso pode ser tão divertido. Não custa nada e sempre cresce de novo, mesmo depois de morreres"... após ouvir estas palavras, eu fiquei imediatamente inspirada em cortar o meu próprio cabelo com despreocupação. Largar velhas camadas e praticar a arte da diversão. Assim do nada, fiz uma volta de 360º. Fui desde sacrilizar o comprimento do meu cabelo, a prezar a espontaneidade de o cortar e também reconhecer a beleza da liberdade. Eu acho que há algo tão excepcionalmente admirável na decisão de uma pessoa em permitir a sua cara brilhar sem ter cabelo a bloqueá-la. É tudo sobre equilíbrio, suponho. Sobre saber o que é certo para ti no teu caminho pessoal. Numa altura, deixar o meu cabelo crescer simbolizava algo para mim, mas o poder de partilhar essa escolha, partilhar a habilidade de ter cabelo comprido com alguém é muito mais poderosa agora. O sei o que é sentir o vento a soprar pelos meus cabelos ondulados, e estou extremamente grata por poder partilhar este dom com outra pessoa.
Aqui está uma foto dela com o seu novo penteado!
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